domingo, 18 de maio de 2014

Se a chuva cai...

A nossa ausência já foi justificada, né?
Agradecemos o perdão de vocês.

Meu amor escreveu um lindo texto sobre o assunto. Cheio de poesia e delicadeza.
Pensei até mesmo em não escrever nada sobre isso, mas fiquei tão impressionada com as sensações que senti que acho melhor mesmo colocar para fora, no caso para dentro do computador. ( péssimo esse trocadilho... )

Senti muito medo. Muito, muito, muito. Não lembro de ter sentido tanto medo em outro momento da minha vida. Quando os dias começaram a ficar nublados ( eu também sei fazer poesia ), eu arregacei as mangas e comecei a construir uma cabana para nos abrigar. No fundo a minha vontade era colocar Magali em local seguro e me deixar ser molhada por aquele temporal. Se eu pudesse mesmo não teria deixado nem ao menos ter ameaça de chuvisco sobre o sorriso lindo que ela estampa.
Mas eu não mando lá em casa, imagine na chuva.
( hoje eu estou demais com as piadas. Ok. Sem graça.)
Eu tive poucas oportunidades para lamentações. Desabei por dois momentos, em colos conhecidos e amigos, mas sem muito me alongar.
Não baixei a guarda.
Construi uma mureta de proteção e agilizei. Em menos de vinte dias tínhamos uma previsão precisa do tempo.
Temos alguns momentos nublados pela frente e, mesmo sem conseguir me colocar no lugar dela, todos os meus esforços são para manter o sorriso lindo que ilumina meus dias.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

No mundo encantado da Barbalilândia

Estávamos meio ausentes. Admito.
Mas não vou precisar de muitas linhas para conseguir o perdão de vocês.

Tudo ia bem, no lindo mundo da Barbalilândia, (homenagem ao nosso fandom destruidor dos meus amorecos Ban di praga, do Studio), o sol brilhava, os pássaros cantavam e vivíamos nossos dias felizes sem nem pensar se amanhã poderia chover. Afinal, nunca chovia!

Mas de repente veio uma nuvem. Daquelas carregadas. Fechou o tempo e cobriu o nosso reino com sua sombra escura.
Nos fez tirar os agasalhos cheirando a naftalina, do armário, correr no varal para tirar aquela calcinha velha lavada cheirando a amaciante e mudar o chuveiro elétrico para a opção “inverno de rachar”. Nos agarramos uma a outra tentando fundir todo o calor dos nossos corpos. Se está vindo frio, por aí, é o pé gelado dela, encostado ao meu, que eu quero sentir.

Ficamos ali, na cama, abraçadas, agarradas, esperando o temporal que as nuvens negras anunciavam. Olhos atentos, mirando o vidro da janela da varanda, esperando a primeira gota que seriam o start de novos tempos.

Um dia, dois dias, três dias... dez dias e adivinha? A chuva não veio.
O dia amanheceu com a mesma beleza. O sol apareceu com o mesmo brilho intenso de sempre. Olhamos uma para outra e respiramos aliviadas. Não choveu.

Mas com ou sem chuva aquele “não temporal” nos deixou uma lição.
Na nossa Barbalilândia, recheadinha de dias ensolarados, sempre haverá dias de chuva. Devemos estar preparadas e mais do que isso, devemos ter aproveitado tudo aquilo, que só a luz do sol pode nos proporcionar.

E para mim, individualmente, fica uma lição em particular:

Não importa a previsão do tempo. Eu sempre vou querer estar agarrada a ela.

É isso.



domingo, 27 de abril de 2014

Já?

Hoje fui parabenizada por seis meses de casada.
Juro que a primeira reação foi olhar o calendário para ter certeza do parabéns. Afinal de contas, não é bacana receber parabéns injustamente. Deve ser pecado, inclusive.
Mas o parabéns foi legitimo e por isso já agradeci
O fato é que está passando rápido.
Lembro da ansiedade nos preparativos e da calmaria no dia.
Lembro dos votos sendo escritos, do vestido escolhido, da maquiagem, cabelo, convidados...
O que dizer desses seis meses de casada?
Sempre perguntam se muda alguma coisa, já que morávamos juntas.
A resposta parece ensaiada por nós duas. Muda sim! Muda tudo.
Muda porque casar foi uma escolha. 
Escolhemos, ainda que já vivendo como se casadas fossemos, reafirmar este desejo.
Durante esses seis meses eu percebo esta reafirmação todos os dias.
Todos os dias nos comprometemos com a nossa relação.
Aparando os detalhes tortos, curtindo as brigas bobas, fazendo as pazes, desejando a união eterna, jurando amor para a vida inteira.
Para mim, romântica-boba-apaixonada-sensível, o nosso casamento nos fez ainda mais unidas, planejando a vida na certeza da presença da outra. Hoje uma presença que pode não ser tão presente assim. Como se o casamento criasse um laço, uma corrente, um anel. Como se apenas agora eu me sentisse segura para ir para qualquer canto, porque sei que Magali estará comigo, mesmo não estando grudada em mim.
Hoje, ao sair para trabalhar, Magali me gritou na escada e disse: “Vida, parece que ainda somos namoradas, né?”
É. E seremos para sempre.

Um brinde aos seis meses!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Para você, meu amor.

É o trecho de uma música.
Não é composição minha, mas poderia ser.
Especialmente para você.
Te amo.

Reza braba!

Raciocine comigo. 
Você está andando distraidamente quando, de repente, seus olhos avistam aquela pessoa especial. Ela se destaca no meio de todos, o seu coração palpita, a boca seca, os olhos brilham. O que aconteceu?


Você foi atingida pelo cupido!

Até aí tudo bem, isso é claro, se ele amarrasse na ponta da flecha uma caixa arquivo, com a análise psicológica da mãe da criatura e uma foto 3x4 (todo maluco se entrega nessa foto).

Pow, Cupido?! Custava vir com um dossiê completo? Custava? Vai me fazer ficar com os pneus arriados, beleza! Mas me deixa armada, pelo menos, caramba!


Eu falo isso de maneira genérica. Falo das sogras como um todo, não da minha especificamente. Óbvioooooooooooooooooooooooo!  (não posso esquecer que minha mulher também lê esse blog).

Ah! A minha sogra é um anjo. Inclusive eu devo a ela meu casamento.

Explico.

Isso ocorreu há mais ou menos seis anos, quando eu ainda chamava Bárbara de amiga e ainda vivia em Nárnia (mundo distante onde nossas mães acreditam que os suspiros que você dá diante da TV são para Gianecchini, não para Giovanna Antonelli).

Estávamos em junho, mês de celebração, aqui no Nordeste do Brasil, de alguns santos católicos, entre eles o conhecido Santo Casamenteiro (as amigas encalhadas reconhecerão).
A véia minha amada sogra (naquela época, apenas “tia”), muito religiosa, entrou no quarto munida de um pires, grudado a ele uma vela de 7 dias acesa e, a tiracolo, um livrinho. Enquanto minha mente pensava em milhares de possibilidade para aqueles apetrechos, desde um atentado terrorista até o um despacho na encruzilhada, ela tratou de tranquilizar o meu coração. Era a trezena de Santo Antonio!


Definitivamente, participar da Trezena, foi exatamente o que passou pela minha cabeça quando, mais cedo, recebi a ligação de Bárbara me convidando para passar a noite na casa dela.


Já estava pronta para dizer que não, quando ela disse a seguinte frase:
“Rezem comigo! Eu vou pedir ao santo para vocês acharem alguém pra casar.”

Te juro! Daria meu dedo mindinho pra ver a risadinha no canto da boca do Santo Antonio quando ele decidiu atender ao pedido dela.




É isso.

domingo, 20 de abril de 2014

Inovar é preciso!!

Sempre ouvi dizer que os relacionamentos não podem cair na rotina.
Basta reunir alguns casais que esse assunto vira pauta!
Eu, neurótica que sou, sempre fiquei atenta aos sinais da tal rotina.

 

Em uma bela noite, céu estrelada e disposição a mil, resolvi jogar a rotina fora e inovar!!



Mas o que fazer?
Qual a melhor forma de inovar?

Comida?

Surpresa?

Viagem?

Como nao conseguiríamos fazer uma viagem em função da agenda de trabalho, e a minha ansiedade nao suportaria esperar, resolvi fazer um jantar!



Eu nao sei cozinhar.

Mas vamos lá!

Resolvi fazer uma massa e um molho branco.

Molho o quê? Branco? Como assim?
Lá fui eu para a internet, telefone com as amigas e por ai vai!



Cinquenta e duas horas depois...

Estava pronto!

Quando Mozi chegou a luz já estava apagada, velas criavam um clima diferente.

E então...

Ela acendeu a luz!


- Oi??
Percebeu que era surpresa e apagou

Ufa!

- Vida, jantar surpresa?! Que lindo!

- Isso! Vamos sair da rotina!
O macarrão ainda nao estava na mesa.

- Vou tomar banho enquanto você finaliza!

Magali NUNCA tomou um banho tão rápido na vida dela.

E eu correndo para todos os lados da casa

Mas quando ela apareceu estava tudo pronto!

Aha!! Sou esperta!


Quando fomos abrir a garrafa de vinho...

Nao tinha saca rolha!!!!
Nao tinha saca rolha!!!
Nao tinha saca rolha!!!



- E agora?

Eu estava exausta e nao conseguia mais pensar...

- Nada, amor! Vou dar um jeito!

Ela apareceu com trinta facas e duzentos garfos


Trinta e cinco horas depois...

Pronto!! Garrafa aberta!!

- Vamos começar a noite romântica?
- Vamos!

O macarrão resolveu que nao sairia da panela. 

Oi?

Ham?



- Amor, o macarrão grudou!!!!



Eu, em estado de choque, nao conseguia pensar em nada.

- Amor, nao sei o que aconteceu.

- Que nada, Vida! O molho vai deixar uma delicia!

Luz de salvação!!!

O molho estava salgado. Muito. Demais. Demasiadamente.



- É, amor. Acho melhor um jantar fora.

Eu só fazia chorar

Chorava.

Chorava.

- Calma, amor. Isso acontece. Porque você foi arriscar? Você sabe que nao tem habilidades na cozinha.

Oi???

Quer morrer agora ou daqui a pouco???



- Nao! Nao foi isso que eu quis dizer! Acho você maravilhosa! Seu macarrão é o melhor do mundo!!!

Cara inchada, cozinha imunda, macarrão no lixo....

- Amor, vamos jantar fora, naquele restaurante que vamos sempre e nós adoramos!!!

Lá se foi minha noite especial por água abaixo.

- Amor, todas as noites são especiais ao seu lado.

Ohhhhhhhhh

- Então vamos comer cachorro quente!!! Perdi a vontade de jantar!

Viva a nossa rotinaaaaa!!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2014